Empresa lista os piores empregos no Japão e causa polêmica nas redes sociais

 

Um post polêmico viralizou nas redes socias japonesas, contendo os “piores” empregos e como evitá-los. Isso acabou gerando uma onda de indignação e “cancelamento” do site de empregos que publicou tal conteúdo.

Listando 12 empregos e suas médias salariais, o post explicava os motivos para tais serem considerados “ruins” e evitáveis. A lista é composta por ocupações na construção civil, seguranças, operários, trabalhadores de armazém, atendentes de loja de conveniência, faxineiros, caminhoneiros, lixeiros, trabalhadores de estabelecimentos alimentares, cuidador, educador infantil e central de atendimento.

A explicação é que essas profissões são “braçais”, ou seja, qualquer pessoa pode realizar as tarefas e são sempre repetitivas. Além disso, todas têm um salário baixo e são cansativas. Mas o post também ameniza o assunto, dizendo que essas profissões são necessárias e de extrema importância para a sociedade.

O conteúdo foi publicado em maio desse ano. No texto, era citado que esses empregos eram os mais baixos e por isso mantinham a base da sociedade, e que “deveríamos saber valorizar esses empregos”.

Mesmo o post salientando que um emprego ruim é relativo, o alerta para se ter um bom emprego era obter qualificações e estudar para um emprego melhor. Mas o conteúdo acabou viralizando nas redes sociais japonesas. E muitas pessoas acharam que o conteúdo incentivava um preconceito contra os trabalhadores das respectivas áreas citadas, gerando revolta contra o site.

O post foi removido após a polêmica. Procurada, a empresa responsável pela lista não se manifestou. Em contrapartida, uma vaga de emprego para o próprio site rendeu críticas das pessoas, pois o salário oferecido não era muito atrativo, equiparando-se ao salário de um faxineiro. Além disso, não tinha citação de bônus e férias. Os usuários das redes sociais apontaram que tal vaga não pagava tão bem, sendo comparado com os “piores” empregos da lista.

 

 

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